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Região Etnográfica: Minho
Danças Tradicionais: Viras, Serrinhas, Cana-verde e Chulas.
Trajes: Os dançadores apresentam o traje de Domingueiro de São Miguel; os restantes elementos vestem traje de Noivos, de Mordomos, de Pastor e de Homens e Mulheres do Campo.
Usos e Costumes: Malhada do centeio, desfolhadas, matança do porco, apanha da azeitona, cultura do linho, cultura da vinha, pastoreio, carpiadas de lã, cegadas, apicultura, cestaria, carvoeiros e tamancaria.
Representações Nacionais:De Norte a Sul do Pais; Representações Internacionais: Andorra, França, Monaco...
O Rancho Folclórico e Etnográfica de Entre Ambos-os-Rios foi fundado em Maio de 2000, nascendo no seio fecundo e luxuriante do Alto Minho.
A freguesia que este representa repousa calmamente na encosta da Serra Amarela, usufruindo de uma paisagem capaz de inspirar a flauta bucólica do mais enamorado pastor. Pertence ao concelho de Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo.
A iniciativa da criação do rancho folclórico pertence a uma grupo de jovens, que se empenhou em fazer renascer os usos e costumes, aliados à danças e cantares da região, com o intuito de impedir que toda uma imensa e intensa cultura popular pudesse ficar ameaçada de cair no esquecimento.
Proveniente de uma freguesia caracterizada pela lavoura e a cultura da terra, este rancho apresenta trajes diversos que variam consoante a actividade representada, havendo também espaço para a distinção entre os trajes de semana de trabalho e os de domingueiro e de festa. Assim sendo, os dançadores apresentam o traje domingueiro e os restantes elementos trajam diferentemente, variando entre noivos, mordomas, pastor e homens e mulheres do campo.
O traje vestido pelas dançadeiras é o domingueiro de São Miguel, composto por chinelos; meias brancas; saia de ganga azul com barra de veludo e aplicações em preto; avental de estopa bordado de lã colorida; camisa de linho bordada com motivos florais a branco nos ombros e nas mangas; colete em tecido preto, veludo e aplicações de cabedal, bordado com motivos e cores diversas; capa de fazenda com barra de veludo, lantejoulas e gola de renda branca; véu branco com motivos florais; lenço de namorados bordado e chinela preta.
O dançador veste também o traje domingueiro, composto por camisa de linho; calças de linho bordadas a lilás; gorro preto de lã; faixa lilás e tamancos de couro cru.
Para além destes dois trajes, merecem também referência o traje de noiva, o de mordoma e o de pastor, todos eles com características especiais, ricas em pormenores, como os lenços de seda no traje da mordoma ou o crucho feito de junco na figura do pastor.
Alguns elementos representam ainda as várias fases do ciclo do linho, ostentando diversos instrumentos característicos como o ripanço, a maça, a espadela e o cortiço, o cedenho, a roca e o fuso, o sarilho e a dobadoura.
As danças apresentadas caracterizam a grande tradição dos arraiais nas terras do Alto Lima. Dançam-se os viras, as serrinhas, as canas-verdes e as chulas e aliam-se às danças os cantares tradicionais da freguesia de Entre Ambos-os-Rios.
O coro de vozes masculinas e femininas e acompanhado por instrumentos tradicionais como as concertinas, o bombo, os ferrinhos, a pandeireta, o reque-reque, as castanholas, o cavaquinho e a viola.
Para além da inexorável missão de promover e divulgar as danças, cantares, usos e costumes da freguesia, este rancho pretende, acima de tudo, transmitir a alegria e o orgulho em ser-se natural de Entre Ambos-os-Rios, terra do Alto Minho, e o saber ser português.
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