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Fundado em 22 de Março de 1975, o Grupo Folclórico de Castelo do Neiva tem sido um digno embaixador da sua freguesia por esse país, de Melgaço a Vila Real de Santo António, passando pela ilha de S. Miguel, nos Açores. Também outros países viram o nosso Grupo actuar, como a Espanha, França, Suíça, Áustria, Ucrânia, Canadá e Coreia do Sul.
No sentido de preservar a etnografia, os usos, costumes e tradições de Castelo do Neiva, o Grupo Recreativo e Cultural criou a secção de folclore, tendo o Manuel Alberto Couto sido o grande dinamizador. É deveras merecedor de realce o seu trabalho neste campo, gastando nos primeiros anos bastante dinheiro, ele que andava a concluir a sua moradia com tanto esforço. Sem a sua dedicação o folclore nunca teria vingado. A tia Olívia da Franca ensinou-nos a maior parte das cantigas, sem dúvida uma ajuda preciosíssima.
Feita uma recolha profunda junto das pessoas mais antigas, no final da década de 70, o Grupo veio a adoptar os trajes utilizados na faina marítima (pesca e apanha do sargaço) em conjunto com os utilizados em terra, quer no trabalho, quer aos domingos ou ainda nas romarias. Uma enorme variedade e uma simbiose bem conseguida entre o mar e a terra que estão intimamente ligados a Castelo do Neiva. Quem trabalha no mar, sobretudo na apanha do sargaço, trabalha também a terra. Daí a diversidade de trajes usados pelo Grupo. É que após a apanha do sargaço, a mulher e homem despiam o traje adequado àquela actividade (branqueta) e vestiam o traje do trabalho na terra. Isto para além dos usados nos dias de festa e para os domingos. Aliás, quem olha para o Grupo Folclórico de Castelo do Neiva vê logo ali um Grupo da beira-mar. De igual modo quem se dispuser a ouvir com atenção as letras das cantigas que apresentamos notará com certeza que em quase todas se fala do mar. Com efeito, o mar está intimamente ligado a Castelo do Neiva e às suas gentes e influencia ainda a sua etnografia e o seu folclore.
Com o decorrer dos anos o Grupo soube impor-se junto dos outros Grupos, soube criar o seu próprio espaço e nunca se importou de ser diferente dos outros. Tentou ser, isso sim, o mais genuíno e autêntico possível. Por isso é estimado, admirado e respeitado por todos. Longe das “guerrinhas” que por vezes existem entre os mais diversos agrupamentos, reivindicando aquela dança ou aquele traje ou ainda esta ou aquela cantiga como sendo sua, os Grupos nunca encontraram no Grupo Folclórico de Castelo do Neiva essa afronta. Sabem que ele é mesmo diferente e em tudo.
De referir também que o nosso Grupo foi dos primeiros a aparecer com uma Direcção, que se submetia a sucessivas eleições que a podiam confirmar ou eleger uma outra. No fundo podemos dizer que sempre viveu e usou a democracia. É que antigamente a maior parte dos Grupos eram património de uma pessoa ou família que os geria a seu bel-prazer.
Pontos altos do nosso folclore foram as duas passagens pelo Canadá, na década de 80, para actuar junto da comunidade emigrante. A ida à Áustria em 1997 para participar no Folklore Global 97, à Ucrânia em 2000 para participar no Folk Yalta 2000, onde representou Portugal e o seu folclore juntamente com grupos de mais de vinte países, em França em 2003 no Festival Mundial de Folclore e em 2008, na Coreia do Sul em 2004 e na Holanda em 2007. Uma verdadeira honra para Castelo do Neiva e para o seu Grupo Folclórico. Ao longo do seu historial o Grupo organizou diversos festivais de folclore com a presença dos mais diversos grupos. A partir de 1993 tem organizado também um festival por altura do seu aniversário, que ocorre a 22 de Março. Ao longo destes anos o Grupo fez mais de 900 actuações e representações. Actuou já para a RTP (programas “O Povo e a Música” e “Portugal no Coração”) e para uma televisão Canadiana. Gravou um disco LP, 2 singles e um CD.Editou três postais ilustrados, um com tema alusivo à apanha do sargaço, outro à pesca artesanal e um terceiro com paisagem da freguesia. Sócio da Associação de Grupos Folclóricos do Alto Minho (AGFAM). Filiado no INATEL. É uma Associação RNAJ (Registo Nacional de Associações Juvenis). Em 2001 a Câmara Municipal de Viana do Castelo atribui aos seus membros o diploma de Cidadãos de Mérito pelos relevantes serviços prestados á comunidade vianense na preservação do património cultural.
O Grupo Folclórico de Castelo é uma das actividades do GRECANE (Grupo recreativo e cultural de Castelo do Neiva) que nasceu em 1974 por um grupo de amigos entre os 15 e os 25 anos, que, nos seus encontros e convívios de café começaram a idealizar e a sonhar com actividades de tempos livres, nos campos da cultura e do recreio. Umas atrás das outras, as actividades começaram a surgir em grande ritmo: Projecção de filmes; Teatro, criando-se em grupo dentro da Associação que mais tarde, por dificuldades de espaço para ensaios e espectáculos, cessou a actividade; Jornalismo, com a criação do jornal "Monte do Castelo" em Janeiro de 1975; Folclore, com a fundação do grupo; Passeios - convívio; Realização de jogos tradicionais; Organização de provas de atletismo (corta-mato); Criação de uma biblioteca, apetrechada com mais de 1200 livros; …
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Continuem no caminho dos êxitos. Muitas felicidades.
Um abraço de amizade.